Plano Nega Home Care e Paciente Fica 150 Dias em UTI
Paciente com ELA fica 150 dias na UTI enquanto Hapvida descumpre liminar de home care

Resumo da Notícia
Mesmo com decisão judicial e laudo pericial favoráveis, paciente com ELA permanece há mais de 150 dias internada em UTI em São Paulo porque a operadora resiste a liberar o tratamento domiciliar adequado.
O caso de Izabel Peralta Fortunato, paciente diagnosticada com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), expõe de forma dramática as consequências do descumprimento de ordens judiciais por operadoras de plano de saúde. Há mais de 150 dias internada em uma UTI em São Paulo, ela aguarda a liberação efetiva do home care especializado pela Hapvida.
A disputa judicial vem desde 2024. Um laudo pericial confirmou a necessidade imediata do atendimento domiciliar e a Justiça de São Paulo concedeu decisão de urgência determinando o fornecimento do tratamento. Mesmo assim, a operadora resiste sob a alegação de que as condições clínicas da paciente impediriam a transferência, argumento contestado pelos médicos assistentes.
Especialistas em direito médico e neurologia destacam que a permanência prolongada em ambiente hospitalar de alta complexidade aumenta o risco de infecções e outras complicações. O neurologista Filipe Di Pace, que acompanha o caso, defende que a alta complexidade atual da paciente não justifica a internação contínua e reforça o dever do plano de viabilizar o cuidado em casa.
O juiz responsável já havia concedido novo prazo para que a Hapvida indicasse uma clínica apta a realizar o tratamento, mas o prazo se esgotou sem solução. O caso ilustra a importância de buscar amparo jurídico especializado quando operadoras descumprem liminares e colocam em risco a vida e a dignidade do paciente.
Fonte Original
Notícia publicada originalmente por Diário do Estado em 25/04/2026.
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